domingo, 18 de janeiro de 2009

Modelo perde os pés e poderá perder as mãos em consequência de infecção urinária



























O drama da modelo Mariana Bride Costa. Ela continua no CTI do hospital Dório Silva, na Serra. Mariana foi internada com suspeita de infecção urinária, mas o quadro clínico se agravou e ela teve que amputar os pés. A secretaria estadual de Saúde informou, na tarde desta sexta-feira, que o estado da modelo é muito grave. Ela foi infectada por uma bactéria resistente a antiobióticos e deve sofrer, nos próximos dias, mais uma cirurgia. Desta vez, para amputar as mãos. Saiba mais sobre o caso assistindo à reportagem da TV Gazeta.

O drama de Mariana, que tem 20 anos, começou em dezembro, quando ela sentiu fortes dores lombares, diagnosticadas como infecção urinária. A modelo foi medicada, mas as dores continuaram. O quadro clínico evoluiu para uma infecção generalizada, que resultou em graves lesões vasculares, que obrigaram os médicos a amputar os pés da jovem. Apesar de Mariana estar lúcida, a família não contou para a modelo sobre a amputação.

Saiba mais (informações do site ABC da Saúde)

A infecção do trato urinário (IU) constitui uma das principais causas de consulta na prática médica, só perdendo para as infecções respiratórias.

É importante, assim, definir e caracterizar a infecção urinária, bem como explicar os termos mais usados pelos médicos, o que é abordado neste primeiro artigo.

No segundo artigo trataremos das cistites (infecção urinária baixa) e, no terceiro, das pielonefrites (infecção urinária alta).

No quarto artigo, trataremos das infecções urinárias nas crianças e, no quinto, das infecções urinárias nas gestantes.

Assim, para que se tenha uma idéia abrangente da IU, é aconselhável ler os artigos em seqüência pois eles abordam as infecções urinárias de diferentes ângulos.

O que é ?

A IU é a presença de microorganismos em alguma parte do trato urinário. Quando surge no rim, chama-se pielonefrite; na bexiga, cistite; na próstata , prostatite e na uretra, uretrite.

A grande maioria das IU é causada por bactérias, mas também podem ser provocadas por vírus, fungos e outros microorganismos. A maioria das infecções urinárias ocorre pela invasão de alguma bactéria da flora bacteriana intestinal no trato urinário. A bactéria Escherichia coli, representa 80-95% dos invasores infectantes do trato urinário.

Às vezes, o paciente apresenta sintomas semelhantes aos da IU, como dor, ardência, urgência para urinar e aumento da freqüência, mas os exames culturais não mostram bactérias na urina.

Estes casos podem ser confundidos com IU e são chamados de síndrome uretral aguda, que pode ter outras causas não infecciosas, mas de origem inflamatória, como químicas, tóxicas, hormonais e irradiação.

Como ocorre?

O acesso dos microorganismos ao trato urinário se dá por via ascendente, ou seja, pela uretra, podendo se instalar na própria uretra e próstata, avançando para a bexiga e, com mais dificuldade, para o rim.

Dificilmente, as bactérias podem penetrar no trato urinário pela via sangüínea. Isto ocorre apenas quando existe infecção generalizada (septicemia) ou em indivíduos sem defesas imunitárias como aidéticos e transplantados. A intensidade da IU depende das defesas do paciente, da virulência do microorganismo e da capacidade de aderir à parede do trato urinário.

Como a urina é estéril, existem fatores que facilitam a contaminação do trato urinário, tais como:
obstrução urinária: próstata aumentada, estenose de uretra, defeitos congênitos e outros
corpos estranhos: sondas, cálculos (pedras nos rins), introdução de objetos na uretra (crianças)
doenças neurológicas: traumatismo de coluna, bexiga neurogênica do diabetes
fístulas genito-urinárias e do trato digestivo, colostomizados e constipados
doenças sexualmente transmissíveis e infecções ginecológicas.


As orientações profiláticas e terapêuticas desses fatores facilitadores poderão ser vistas nos artigos sobre cistite, pielonefrite e infecção urinária na criança e grávida.

O que se sente ?

O ato de urinar é voluntário e indolor. A presença de:
dor
ardência
dificuldade e/ou urgência para urinar
micções urinárias muito freqüentes e de pequeno volume
com urina de mau cheiro, de cor opaca
com filamentos de muco


formam um conjunto de dados que permite ao médico suspeitar que o paciente está com infecção urinária. Muitas vezes, somam-se a esses sintomas e sinais dores na bexiga e no final da micção, gotejamentos de pequenas quantidades de sangue.

Quando o rim é atingido, o paciente apresenta, além dos sintomas anteriores, calafrios, febre e dor lombar, podendo, algumas vezes, ocorrer cólicas abdominais, náuseas e vômitos.

Como se faz o diagnóstico?

A presença dos sinais e sintomas de IU obriga o médico a solicitar um exame comum de urina e uma urocultura. Para isso, é muito importante que a coleta de uma amostra de urina seja feita sem contaminação. A contaminação, geralmente, é de microorganismos da uretra, da região perianal e algumas vezes da tosse ou das mãos que manuseiam os frascos esterilizados.

Há quatro métodos de coleta: jato urinário médio, coletor urinário, sondagem e punção da bexiga. Cada um desses métodos tem suas indicações, conveniências e complicações. O médico deve decidir qual é o melhor para o seu paciente.

A maioria das coletas é feita pelo jato médio da primeira urina da manhã, após uma higienização bem feita da região peri-uretral. O jato médio é o jato urinário colhido após ter sido desprezada a primeira porção da urina, que poderia estar contaminada por microorganismos da uretra.

O exame comum de urina, no caso de IU, apresenta bactérias e grande quantidade de leucócitos (glóbulos brancos), predominando sobre os eritrócitos (glóbulos vermelhos) no sedimento urinário.

O exame cultural da urina na IU mostra um crescimento de bactérias superior a 100.000 germes por mililitro de urina. Esta quantidade de bactérias permite o diagnóstico de IU em mais de 95% dos casos, desde que não tenha havido contaminação. Algumas vezes, em certas situações, um número menor de bactérias, também, pode significar IU.

É bom sempre lembrar que a urina é estéril e não deve ter bactérias.

Continue lendo sobre IU nos artigos sobre cistite e pielonefrite.

Glossário

Fístulas: é uma abertura que comunica duas cavidades, como pode ocorrer com a bexiga e a vagina (fístula vésico-vaginal).

Colostomizado: é o paciente que precisa defecar em bolsas especiais, porque tem ânus contra a natureza.
 


Leia tambémÉ grave o estado de saúde da modelo que teve os pés e as mãos amputados

2 comentários:

  1. SINTO MUITO MAIS QUE DEUS TE ABENÇOE E TE ILUMINE E QUE A PAZ ESTEJA SEPRE COM VC E SUA FAMILIA BEIJOS E UM ABRAÇO DE UMA PESSOA QUE ESTA TORCENDO QUE TUDO DE CERTO PARA VC MARI ASSINA ANDRESSA CUIABÁ MT

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  2. Estava passando pelo mesmo problema.
    A uma semana estava com fortes dores nas costas, e depois essa dor passou para os braços e pernas, já estava trabalhando sem forças, só Deus sabe.
    Quando foi nesta terça feira dia 11/12 fui ao hospital e diagnosticada de gram negativo, ou seja pseudomonas.
    E fui medicada. Cleo BH.MG

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