terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Colesterol - Mitos e verdades

A máscara caiu

Desde o final da década de 70, quando se tornou o vilão do coração, o colesterol nunca mais foi visto da mesma forma. Ganhou má fama por se tornar o principal responsável por doenças como infarto e derrame. Justas, por sinal. Mas acabou também despertando mitos que podem confundir os entendidos sobre o assunto.

Quer um exemplo? A alimentação. Quem nunca, com o exame apontando as taxas altas de colesterol na mão, não fez, em outra, uma listinha riscando alimentos que não pode comer ou até que devem para combater o colesterol? Basta uma pesquisa rápida na internet, aliás, para ver inúmeros sites indicando o que é bom ou não para abaixar o colesterol. O que, na prática, não funciona exatamente assim.

"O organismo é que produz a maioria do colesterol que temos. Dos alimentos, absorvemos muito pouco o colesterol que vem deles, por isso não adianta depositar na alimentação toda a culpa. Do mesmo jeito que eles também não são tão eficazes no combate do mal colesterol. É por isso que pessoas que têm uma alimentação balanceada, como os atletas, e até crianças, podem apresentar taxas altas", explica o endocrinologista Albermar Harrigan.

Mas não pense também em sair por aí se alimentando de qualquer jeito por causa disso. Esse é apenas um alerta para quem acredita que apenas com a alimentação pode determinar a quantidade de colesterol dentro de si. Além disso, como se refere o especialista, há o 'mau e o bom' colesterol.



O primeiro, chamado LDL, é prejudicial à saúde, em quantidade alta, porque se deposita nas paredes das artérias, impedindo o sangue de circular livremente. O segundo, chamado HDL, atua com efeito contrário, como que ?varrendo? a gordura acumulada nos vasos.

Antes de qualquer batalha desenfreada também contra o mau colesterol, saiba que você precisa dele também. Em contato com o sol, por exemplo, o colesterol produz vitamina D, além de hormônios masculino e feminino.

O que importa, então? As taxas de cada um. "O HDL deve estar o mais alto possível. Nas mulheres, de qualquer idade, o bom é que estejam acima de 45 e no homem, acima de 40. Já o LDL tem limites. Em ambos deve estar abaixo de 130", detalha Harrigan.

Se alimentação não é eficaz, o melhor a se fazer, quando os índices não estão bons, é apelar aos medicamentos. E contra o colesterol, o indicado são as estatinas, grupo de substâncias afins que têm grande efeito na redução das taxas. "Principalmente quando o colesterol alto é por herança genética", destaca o médico.

Colesterol - Mitos e verdades 

É mito que a má alimentação é a principal fonte de colesterol.
A maior parte do colesterol é produzida pelo próprio organismo, principalmente no fígado. A absorção pelos alimentos é ruim e, portanto, a maioria é eliminada.

Também é errado dizer que estresse faz aumentar o colesterol.
O estresse não interfere em nada na produção de colesterol, não tem nenhuma correlação com esse aumento.

É mito que todas as pessoas, um dia, terão colesterol alto.
Verdade é que, quanto mais velha a pessoa, maior a deficiência de produção dos órgãos, como o fígado ? maior produtor de colesterol do organismo ?, mas esse envelhecimento não tem nenhuma relação com a alta no colesterol

É verdade que há colesterol bom e ruim. 
Enquanto o LDL, considerado o vilão, pega carona nas lipoproteínas e se acumula nos vasos sangüíneos, o HDL age de forma inversa, como que ?varrendo? a gordura de lá.
 

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