sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pedreiro queimado enquanto dormia em calçada no bairro Ayrton Senna, em Colatina

Pedreiro é queimado enquanto dormia em calçada, em Colatina
A vítima está internada com queimaduras de terceiro grau. A polícia ainda não tem pistas de possíveis suspeitos do crime

O bairro Ayrton Senna, em Colatina, foi palco de um ato de crueldade na noite desta quinta-feira (3). O pedreiro Levi Dias dos Santos, 40 anos, foi queimado enquanto dormia na calçada, em frente a um bar situado em uma das principais ruas do bairro. Ele sofreu queimaduras de terceiro grau, segundo familiares. O crime aconteceu por volta das 23h. A Polícia Civil ainda não tem pistas que possam levar ao autor do crime.

De acordo com familiares, Levi passou na casa da mãe dele, situada no mesmo bairro, por volta das 22h e avisou que iria dormir na rua. Por volta das 23h, uma moradora das redondezas viu o pedreiro com o corpo em chamas. Ele agonizava e rolava na calçada na tentativa de apagar o incêndio. A vizinha ajudou Levi a apagar o fogo e chamou uma irmã dele, que acionou a Polícia Militar.

Agentes da PM estiveram no local e chamaram uma ambulância. O veículo levou Levi para o Hospital Sílvio Avidos, onde ele deu entrada por volta da 1h desta sexta-feira (4). Segundo os policiais, a vítima não soube explicar o que havia acontecido. Familiares afirmam que o pedreiro teve queimaduras de terceiro grau em boa parte do lado direito do corpo.

Levi permanece internado no Hospital Sílvio Avidos onde, segundo o boletim médico da secretaria de Estado da Saúde, está em situação clínica considerada estável.

Sem testemunhas

O dono do bar – que prefere não ter o nome revelado – relatou que Levi havia chegado ao estabelecimento quando ele estava prestes a fechar as portas, por volta das 22h30. O pedreiro tomou uma dose de cachaça. O proprietário, no entanto, acredita que a vítima já estivesse sob efeito de bebidas alcoólicas quando chegou ao local. Depois, o comerciante afirma, então, ter fechado o boteco e ido embora.

Apesar dos passos de Levi antes dele ter sido vítima do crime terem sido descobertos, ainda não há informações sobre quem possa ter ateado fogo no pedreiro, já que os moradores do bairro não querem comentar o caso. É o que  afirma o titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Colatina, delegado Fabrício Bragatto.

Segundo caso em menos de dois meses

Em menos de dois meses, este é o segundo caso de pessoas queimadas enquanto dormiam em local público nas regiões Norte e Noroeste. Na madrugada de 15 de março, a moradora de rua Marinalva da Silva Alves, 56, teve 70% do corpo queimado quando um adolescente, de apenas 16 anos, ateou fogo no colchão onde ela dormia. Ela morreu no hospital um dia depois. O crime aconteceu em uma quadra abandonada no bairro Aviso, em Linhares.

Após ter sido detido pela Polícia Civil e liberado pelo Ministério Público Estadual, o adolescente foi internado na Unidade de Internação de Menores Infratores, onde permanecerá por três anos, por decisão judicial.

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