quarta-feira, 6 de junho de 2012

Elize Matsunaga, mulher de executivo esquartejado, depõe

Mulher de executivo esquartejado depõe em São Paulo
Elize Matsunaga chegou por volta das 10h30 à sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. Advogado, que deve representá-la, diz que vai lutar contra prisão temporária

Principal suspeita pelo assassinato e esquartejamento do empresário Marcos Kitano Matsunaga, ex-diretor da Yoki Alimentos, a bacharel em Direito Elize Araújo Kitano Matsunaga, de 38 anos, chegou por volta das 10h desta quarta-feira à sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar seu primeiro depoimento sobre o caso.
Elize Matsunaga, mulher do executivo assassinado
Acompanhada pelo advogado José Beraldo, Elize chegou com o rosto coberto e não falou com os jornalistas. Beraldo, que a pedido dos pais da cliente a acompanha à delegacia, afirmou que vai tentar evitar o pedido de prisão preventiva de Elize – que seria uma prorrogação de 30 dias do pedido de prisão temporária feito na última segunda-feira (válido por cinco dias).
“Se eu não estivesse convencido de que ela merece atenção, não estaria aqui”, disse José Beraldo. “Estive com ela na cela onde ela estava (no centro de detenção feminina em Itapevi)”, contou o advogado, que revelou que Elize chorou durante a primeira conversa entre eles.
Beraldo pediu calma aos jornalistas e disse que qualquer julgamento antecipado é precipitado. “Temos que tomar cuidado com filmagens. Há a pr
esunção da inocência”, afirmou. “Hoje, ela saiu algemada (do presídio) e não havia nenhuma necessidade disso.”
Na última terça-feira, o diretor do DHPP, José Carrasco, e o titular da equipe F-Sul do órgão, delegado Mauro Dias, responsável pela investigação do caso, concederam entrevista coletiva e revelaram que Elize é a principal suspeita pelo crime, que supostamente teria sido passional. Mas eles não descartaram a participação de uma terceira pessoa ajudando Elize na ocultação das partes do corpo do empresário.
Entenda o caso
Várias partes do corpo de Marcos foram encontradas no dia 27 de maio, na região de Cotia, inclusive a cabeça. No dia seguinte, houve o reconhecimento formal do corpo pelos familiares do empresário. De acordo com os investigadores do DHPP, durante toda a madrugada da última terça-feira foram feitas diligências pelos policiais no apartamento do casal, na zona oeste de São Paulo, nas quais foi utilizado luminol, um reagente químico que localiza manchas de sangue. Essa perícia deve continuar durante esta quarta.
De acordo com os investigadores, o casal chegou junto ao prédio onde morava no dia 18 de maio, na companhia da filhinha de pouco mais de 1 ano e das empregadas que trabalhavam no apartamento. No dia seguinte, os empregados foram dispensados e Elize e Marcos ficaram sozinhos com a criança no local. No dia 19, as câmeras do circuito interno registram o ex-diretor da Yoki descendo para pegar uma pizza – ele não seria mais visto a partir de então. No dia 20, Elize deixa a residência por volta das 11h30, carregando malas, e fica 12 horas ausente. Uma babá teria retornado ao apartamento poucas horas depois, no início da manhã. Mas Elize só volta às 23h50, sem as malas.
Este é o primeiro depoimento formal de Elize aos investigadores. Até então, ela havia falado apenas informalmente e negado qualquer envolvimento com a morte do marido. (IG)


Um comentário:

  1. esta mulher ,vem como outras pessoas deveriao ser condenadas e emforcadas,pois nao tiverao comtenplacao pelas vitimas nem pela familia


    ~~

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