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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Imagens dos Indios Botocudos do Rio Doce

Os índios Botocudos dominavam a extensa área de floresta do Rio Doce até São Mateus, no Norte do Estado, além de uma parte de Minas Gerais. Viviam em guerra com todos os seus vizinhos, inclusive com os da região de São Mateus, os Malalis, Cumanachos, Maconis, Machacalis, Panhames, Capuchos e Pataxós. Após três séculos da primeira entrada no rio Doce, ocorrida por volta de 1572, sob a chefia de Sebastião Fernandes Tourinho, rumo a Minas Gerais, ainda os Botocudos dominavam a região.
A denominação Botocudos foi dada aos Crenaques, Nac-nuc, Minia-jirunas, Gutcraques, Nac-requés, Pancas, Manhangiréns, Incutcrás, entre outros, pelos brancos, que observaram neles o uso característico do batoque ou botoque no lábio inferior ou nos lóbulos das orelhas. O batoque era uma rodela de madeira branca, geralmente de paineira ou barriguda, medindo até 12 centímetros de diâmetro, que depois de seca ao fogo, era introduzida por uma espécie de botão no lábio inferior e nos lóbulos das orelhas. Já por volta de sete a oito anos de idade, o pequeno índio começa a usar o batoque, que ia sendo trocado conforme o indiozinho ia crescendo.

Eles começaram a desaparecer a partir de 1921, com o rápido desenvolvimento de Colatina e a sua emancipação política do município de Linhares, ao qual pertencia, e a onda de povoamento da Região Norte, a partir da construção da Ponte Florentino Avidos, em 1928.
Índios Botocudos do Rio Doce entre barra do Rio Pancas entre Colatina e Barbados, 1920
Fotógrafo: Walter Garber

Quando ele chegou no rio Doce, por volta de 1808, já ia longe o massacre dos índios botocudos. A região era um verdadeiro palco de guerra onde militares e sanguinários caçadores de negros se esmeravam para dar fim a uma das mais importantes nações indígenas da época.

A extinção dos botocudos fazia, inclusive, parte dos planos do Império, a ponto de ser editado um decreto pelo conde Linhares (dom Rodrigo Coutinho), seu ministro da Agricultura, oficializando o massacre. O decreto premiava todos aqueles que capturassem ou matassem um botocudo. O terror se convertia em lei. Foi o jeito encontrado pela Coroa para abrir o caminho às minas de ouro de Minas Gerais e, conseqüentemente, ao povoamento da região do rio Doce.

Todavia, importantes viajantes europeus, que vieram ao Brasil para desvendar os trópicos, presentes a este cenário de guerra, relataram e escreveram o que viram, gerando reações de indignação e solidariedade aos botocudos na Europa, pois não viam motivos plausíveis para privá-los de sua liberdade. Resultou na vinda de humanistas ao Brasil, trazendo no meio deles um experiente combatente do Exército francês, o capitão Guido Thomaz Marlière.

Em vez de retornar ao seu país de origem, como fizeram os demais observadores europeus, ele radicou-se na região do rio Doce, tomando para si a luta dos índios. Ele entrou em conflito com a Coroa, a ponto de haver sido preso sob suspeita de se encontrar no país a serviço de Bonaparte.

Posteriormente a esse episódio arbitrário, beneficiado pelo clamor europeu em favor dos botocudos, que se acentuou mais ainda com as informações levadas pelos observadores e principalmente pelos seus viajantes, com destaque para Saint-Hilarie, o governo recuou no propósito de eliminar os botocudos pela via das armas.


Botocudos
Quanto à capacidade de resistência dos botocudos, é necessário dizer que eles não eram uma presa comum como os demais índios, mas destemidos e indomados índios. Os registros de suas lutas os elevam ao grau do selvagem mais bravo de todos os que existiram em território brasileiro, a ponto de a história registrar que nunca foram derrotados, mas chacinados. Sustentaram quatro séculos de luta.

Neste período da chegada de Marlière, a Coroa Real já havia abandonado a idéia de usar a região como acesso às minas de ouro de Minas Gerais. Havia optado por colonizá-la através de núcleos. Para tanto, importou imigrantes estrangeiros. Trouxe principalmente italianos e espanhóis, esses últimos originários da ilha de Lançarote. Até norte-americanos vieram e foram localizados numa colônia especial, que recebeu o nome de Fransilvânia. Mas nenhum desses núcleos, especialmente os que foram localizados em território capixaba, resistiram aos botocudos. Tratados como invasores, foram também expulsos por eles da região.

A Coroa reagiu à expulsão dos colonos europeus e tornou a enviar contingentes militares, dessa vez organizados em divisões militares, para garantir o assentamento de colonos, principalmente de italianos, novamente redistribuídos mas de forma individualizada pelo território dos botocudos. Neste período, Marlière teve as maiores dificuldades para conter as investidas militares em cima dos botocudos, sob alegação de que "os botocudos, como os seus conterrâneos franceses, só gostavam de guerra".

Nenhuma necessidade militar, entretanto, impunha o recurso da carnificina. Havia um ódio, uma sede de sangue na ação deles. Mas mesmo nesta atmosfera impregnada de ferocidade, os guerreiros botocudos resistiram às divisões militares, equilibrando no número de batalhas vencidas. A essa altura dos conflitos, a Coroa recuou e resolveu criar um cargo para ser ocupado por Marlière, com o objetivo de ele próprio pacificar os botocudos e outras tribos indígenas. O capitão do Exército francês tornou-se Diretor Geral dos Índios. Isto por volta de 1819, pois entre 1808 e 1819 ele havia convivido somente com os botocudos, ganhando total confiança deles.
botocudos 1909 - fotos de Walter Garbe


Não resistindo às saudades da selva e dos amigos botocudos, ele não ficou sequer três meses no cargo. Mas a Coroa negociou com ele outra função. Com o objetivo de conter os botocudos, criou para ele o cargo de comandante das Divisões do Rio Doce. Marlière respondeu ao convite dizendo que "quem quer bem aos índios vive com eles". Aceitou.

Marlière era um experiente militar. Serviu nos exércitos imperiais de Luiz XVI, da revolução francesa e, por fim, nas tropas de Napoleão Bonaparte, quando pertenceu ao Regimento Condé. Aqui no Brasil ele foi promovido ao posto de major, isto em 1821, para chegar, no ano de 1827, ao de coronel de Cavalaria e adido do Estado- Maior do Exército.

Marlière iniciou a sua tarefa de pacificar os botocudos pela criação de quartéis, em regiões estratégicas, ao longo das margens do rio Doce, em territórios capixaba e mineiro. Tomou para si a missão de integrá-los à civilização (visto, por essa época, como a política mais adequada à salvação dos indígenas brasileiros).

Em seguida à instalação dos quartéis, ele viria a promover o aldeamento dos botocudos. Mas nem todos os comandantes de quartéis tinham suficiente preparo para lidar com os índios. Alguns os maltratavam e exploravam, outros foram negligentes, e havia, já naquele tempo, os que discordavam da política de aldeamento, como foi o caso de Norberto Rodrigues de Medeiros, auxiliar de campo de Marlière.


Norberto, que dominava perfeitamente a língua dos botocudos, costumava aconselhá-los a não se aldearem, voltando para as matas. E se aproveitava sempre dos maus tratos dos comandantes dos quartéis para levar os índios de volta ao seu habitat natural. Mas, com o tempo, a situação dele ficou insustentável perante o comandante Marlière: desertou levando junto 40 botocudos. Foram viver juntos numa mata e ele nunca mais foi visto.

Infidelidades e deserções de lado, Marlière, a despeito de situações embaraçosas como a de que foram criadas por Norberto Rodrigues de Medeiros, encontrou sempre nos botocudos lealdade e companherismo, pois um dos seus melhores auxiliares era um botocudo: Pocrane. Afeiçoou-se a ele de tal forma que cedeu o Guido do seu nome para ser incorporado ao Pocrane. Passou a chamar-se Guido Pocrane.

Eles se conheceram em 1819, quando, em companhia de outros botocudos, foi atéo quartel onde se encontrava Marlière. Pocrane converteu-se ao catolicismo; o comandante foi o seu padrinho. Dos hábitos da selva, ele manteve apenas dois: a poligamia (vivia com quatro mulheres) e a vingança sobre os índios puris, temidos pelo botocudos por serem grandes feiticeiros.

Pocrane foi o melhor auxiliar de Marlière e sofreu intensamente quando o seu benfeitor se aposentou. Faleceu aos 40 anos de idade, mas se destacou tanto no trabalho junto aos índios que uma das vilas fundadas por ele leva o seu nome: Pocrane, em Minas Gerais.

Embora a missão de que se incumbiu Marlière fosse árdua, ele não se descuidou da sua relação com os movimentos humanistas da Europa, mantendo-os atualizados sobre o andamento da situação dos botocudos. Para alimentar o movimento, que costumava provocar medidas favoráveis aos botocudos junto ao Império, alguns botocudos foram levados à Europa para que lá pudessem aquilatar o valor de uma política de preservação do indígena no Brasil.

Viajantes, do relevo de um Saint-Hilarie e da importância do príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied, levaram os seus botocudos. O que foi com Saint-Hilarie chamava-se Prejent, enquanto Maximiliano levou Quêck. Faz-se mister dizer que nenhum dos dois foi feliz na Europa. Só serviram realmente para reforçar o movimento em favor dos botocudos.

Hóspede do castelo dos príncipes de Wied, o botocudo Quêck não tardou em perder certos hábitos. Só atirava nas caçadas de arco e flecha e cantava melodias de sua tribo longínqua mediante dinheiro. Vivia constantemente alcolizado, mas se destacava nas caçadas com o seu arco e sua flecha. O príncipe Max fizera pintar um retrato dele, existente no palácio de Neuwied, e seu crânio se encontra em exposição no Museu de Anatomia, de Bonn, na Alemanha.


Há um momento em que o comandante Marlière temeu pelo movimento europeu em favor dos botocudos. Quando soube que Saint Hilarie estava muito doente, endereçou-lhe uma comovente carta:

"Eu me aflijo pela vossa má saúde, como si vós fosseis um irmão; vós não sereis chorado apenas pelos que se dedicam à ciência; o sereis também pelos meus pobres índios; eles aprenderam que, noutro hemisfério, têm um amigo que pleiteia sua causa no tribunal da humanidade".

Nesta luta em favor dos botocudos, o comandante Marlière ficou até o ano de 1829, quando um ato imperial o reformou no posto de coronel e o destituiu do cargo de comandante da Divisão dos Índios do Rio Doce. Para afastá-lo do cargo, o Conselho da Província alegou sua idade avançada e doença grave.

A decisão imperial foi recebida com júbilo nas regiões de Minas Gerais e Espírito Santo, principalmente nas cidades em torno do rio Doce, onde centenas de pretendentes às terras indígenas se acumulavam esperando o momento oportuno para invadi-las. O sistema de proteção aos índios já havia se corrompido o suficiente, com diretores de quartéis e aldeamentos maltratando os índios e permitindo acessos parciais às suas terras.

Uma das razões da queda de Marlière do cargo foi o processo de substituição que começou a fazer nas chefias e diretorias dos aldeamentos e quartéis. Era a sua última linha de defesa. Em outra correspondência endereçada ao cientista Saint-Hilare, ele diria dos maus tratos dos índios pelos diretores e chefes de quartéis e aldeamento.

Mas nessa correspondência ele haveria ainda de dizer que estava se preparando para morrer entre os índios, convencido de ter-lhes proporcionado alguns anos de paz. Mas também se julgava cúmplice da tragédia deles, ao suspeitar que a política de aldeamento acelerou a destruição dos botocudos. Melhor teria sido tê-los preservado longe dos brancos - disse nessa sua carta. Mesmo assim partia convencido de que o velho chefe Nherame (como era tratado pelos botocudos) ainda era digno do amor deles.

 A contenda seguia seu curso implacável: a retirada de Marlière da atividade indigenista escancarou o território dos botocudos: houve uma invasão sem precedente, marcada também pela destruição do sistema de proteção.

Três anos depois da saída de Marlière, não havia mais um aldeamento sequer, que dirá um quartel. A região estava livre para ao assalto às terras indígenas, como de fato ocorreu.

Neste período, o comandante Marlière havia se recolhido à sua fazenda, na Serra da Onça, em Minas Gerais, numa localidade conhecida por Guidowald, na companhia de sua esposa, d. Maria Victória, dama da corte de D.João. Na sua companhia vivia também um filho, de nome Leopoldo Guido Maliere, nascido, porém, de uma relação extraconjugal com Ana Cândida da Fonseca. Ele morreu em 1836, aos 67 anos de idade.

Foi enterrado na sua propriedade e sobre a sua sepultura plantaram uma figueira, como símbolo do bem. Mas além de familiares apenas dois botocudos assistiram às suas exéquias, sem condição alguma de presenteá-lo com o réquiem de seu povo. Seus familiares disseram, por essa ocasião, que ele se deixou morrer em paz, certo de que sua estada na terra foi entre amigos. E, pela vida que levou com os índios, tinha convicção de que a morte lhe seria bela.

FONTE DO TEXTO: Rogério Medeiros SECULODIÁRIO.COM

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Indígenas da Amazônia vestem 'luva de formigas' em ritual religioso

Cerimônia é considerada ato de bravura e simboliza proteção do corpo.
Meninos têm de levar as ferroadas por 20 vezes em 20 dias diferentes.


Entres o indígenas sateré-mawé, que vivem entre o Amazonas e o Pará, um ritual religioso marca a vida dos meninos e representa a passagem da infância para a vida adulta. O ritual consiste em vestir uma luva cheia de formigas tucandeiras e resistir por ao menos 15 minutos.

O ritual faz parte da história dos indígenas. Segundo sua história, cada sateré pertence a um clã. Pode ser o do guaraná, fruta da qual os sateré-mawé se orgulham de terem cultivado de forma pioneira, ou os clãs do açaí, da lagarta-de-fogo e do tatu.

“O tatu é dono da tucandeira desde o começo do mundo”, diz o índio satere Donato Lopes da Paz. Ele mora em uma aldeia que fica a algumas horas de viagem a partir de Parintins, no Amazonas, onde toma-se um barco até o Rio Andirá. O trajeto segue pelo mesmo rio até a terra dos sateré-mawé.

Na festa de celebração da formiga tucandeira em uma das 30 tribos da região, tudo está preparado para o ritual com os meninos. As formigas são colocadas em um pau oco de bambu. Para não deixar os insetos escaparem, os indígenas usam folhas de caju-branco nas bordas. Depois, elas são posicionadas uma a uma em luvas de palhas de caranã - a cabeça fica do lado de fora e o ferrão, do lado de dentro. Antes de a luva ser colocada nas mãos do indígena, as tucandeiras ainda recebem uma baforada de tabaco, que aumenta sua revolta.

O primeiro a passar pelo ritual foi Adinaldo, de 16 anos. Sem mexer as mãos, ele teve de aguentar as ferroadas por ao menos 15 minutos, enquanto sua tribo cantava e dançava ao seu lado, em uma tentativa de aliviar a dor.

A cerimônia é considerada pelos indígenas como um ato de bravura e simboliza uma proteção para o corpo. Os sateré-mawé acreditam que a ferroada da formiga tucandeira funciona como uma espécie de vacina.

“Se a pessoa estiver com febre e meter a mão na tucandeira, passa na hora”, garante o dono da festa, Lúcio Ferreira Dias. Para completar o ritual, o garoto tem de se deixar ferroar 20 vezes em 20 dias diferentes.


Se não completar as 20 vezes? "A tucandeira persegue ele. Os velhos dizem que é a tucandeira é mulher. Ela aparece no sonho dele como uma mulher bonita e fica comendo comida que não é mais daqui da terra e que adoece a pessoa”, diz Lúcio.

Benedito Ferreira da Rocha Filho, de 23 anos, fez o ritual pela última vez. “Se eu não terminasse, ia morrer, ficar barrigudo, doente, porque ela ‘emprenha’ e começa a nascer tucandeira dentro da gente”, diz.

Fonte: globoamazonia.com

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Jogo de xadrez melhora rendimento de jovens em aldeia indígena no PA

Método foi introduzido na tribo em 2008.
Professor percebeu que os jovens apuraram o raciocínio.

A introdução do jogo de xadrez em uma tribo indígena no Pará melhorou de maneira sensível o rendimento das crianças na escola. 

O xadrez acabou sendo adotado pelos índios na aldeia dos Tembé, na pequena cidade de Capitão Poço, a 300 km de Belém. Os índios aprenderam um dos jogos mais antigos da humanidade e souberam tirar dele lições, especialmente os jovens e as crianças. 

O xadrez foi introduzido na tribo em 2008, pelas mãos do educador Mário Cardozo. Ele dá aulas de esportes em Belém, e percebeu que o jogo dos reis, inventado no século VI, poderia beneficiar também quem não frequenta as escolas convencionais. 

“Os indígenas são alunos regulares da Secretaria de Educação. Eles não podem ir à escola, então a escola vai até eles. O xadrez foi feito para todo mundo, para o branco, para o preto, para o índio, para todos”, afirma o educador. 

No começo, nem a sombra da mangueira atraía os índios para os tabuleiros. “Eu pensei logo que era um jogo difícil, que eu não ia aprender”, afirma um índio. 


Concentração

Mas foi num improvável e deslumbrante cenário que o líder da aldeia, Kokoioxunti Tembé, percebeu que o jogo poderia transformar os jovens da tribo. “Os alunos que começaram a praticar o xadrez tiveram um desempenho melhor em sala de aula”, diz o pajé. “A gente percebeu que a concentração e o raciocínio lógico se tornaram mais apurados, mais afinados. Eles passaram a manifestar mais interesse pelas matérias, matemática, biologia, química, física”, conta o professor de educação física, Tancredo Carvalho de Almeida. 

Hoje, quase todos na tribo praticam xadrez. No jogo das 32 peças que se movimentam por 64 casas a sorte não importa. Para jogar bem é preciso utilizar o raciocínio lógico e muita estratégia. E é desse processo que os educadores conseguem tirar proveito. “Nós estamos na terceira avaliação e vamos finalizar agora a quarta. A gente fez a soma de todas as médias de quinta a oitava, e a nossa média, que era de 5,9, aumentou para 7.2”, conta o professor Tancredo. 

“Antes eu era afoito, queria acertar tudo chutando. Na matemática, era muito ruim. Agora me considero um bom aluno. E com certeza estou tirando boas notas”, diz o estudante Rodrigo. 


Fonte: G1

terça-feira, 28 de abril de 2009

Mato Grosso do Sul - Aumentam casos de suicídios de índios



Seis índios da tribo guarani-kaiowá se suicidaram este ano em Mato Grosso do Sul, elevando para 40 o número de suicídios de integrantes da etnia no Estado, entre janeiro de 2008 e fevereiro deste ano, registrados pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Igreja Católica. Outros 45 foram assassinados no período, três deles este ano. O número de suicídios é alarmante: uma morte a cada 10 dias.

28/04/2009
A Gazeta