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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Colombiano de 70 cm é 'menor homem do mundo'

Edward Hernandez é dançarino e quer tornar-se ator

Um colombiano de 24 anos que mede apenas 70 cm foi considerado o "menor homem vivo do mundo", de acordo com o Guinness World Records. Edward Hino Hernandez pesa apenas dez quilos. Hernandez, que trabalha como dançarino para algumas lojas na Colômbia, disse que "se sente feliz por ser singular". Ele só reclama que as pessoas estão sempre tentando tocá-lo ou levantá-lo.

Hernandez parou de estudar quando estava na oitava série e agora pretende atuar em um filme, no papel de um traficante de drogas. A mãe do colombiano afirma que ele não cresceu nada desde os dois anos de idade. Segundo ela, os médicos nunca conseguiram explicar por que ele só cresceu 40 cm desde que nasceu.

Até completar três anos de idade, Hernandez foi tema de um estudo da Universidade Nacional, da Colômbia. O irmão de Edward, Miguel, também é anão, medindo apenas 93 cm aos 11 anos de idade.

O colombiano pode perder o título no próximo mês, quando um adolescente no Nepal completará 18 anos. Khagendra Thapa Magar mede apenas 56 centímetros de altura.

Caso ele não cresça até seu aniversário, ele se tornará o menor homem do mundo em todos os tempos, segundo os recordes compilados pelo Guinness World Records. Até o momento, o título pertence ao indiano Gul Mohammed, que tinha apenas 57 centímetros. O indiano morreu há 13 anos.

Jornale

domingo, 6 de junho de 2010

Fazenda que era do traficante Pablo Escobar vira parque na Colômbia

Fazenda Nápoles é 22 vezes maior do que o parque do Ibirapuera, em SP.
Hipopótamos do local são considerados os únicos selvagens fora da África.


A luxuosa fazenda que pertencia ao traficante colombiano Pablo Escobar, morto pela Polícia em 1993, foi reformada e aberta ao público. Com um espaço 22 vezes maior do que o parque do Ibirapuera, em São Paulo, a fazenda Nápolis virou um parque temático, uma espécie de Disneylândia de Medellín, capital da Colômbia.
Localizada a 180 quilômetros de Medellín, a fazenda era considerada o símbolo máximo do poder do traficante. No auge da ostentação, Escobar montou no local com um conjunto de lagos projetados por ele mesmo, seis piscinas e um zoológico particular. "O zoológico era aberto ao público, com entrada grátis", lembra o administrador do parque, Oberdan de Jesús Martinez, que cresceu na região. "Havia camelos, elefantes, girafas, cangurus e hipopótamos", lembra Martinez.
A atração mais inusitada do parque montado pelo traficante são os quase 30 hipopótamos. Pablo Escobar mandou comprar, nos Estados Unidos, quatro animais em um zoológico e trouxe para a fazenda. Depois da compra, o império do traficante entrou em colapso. A fazenda foi abandonada e os hipopótamos foram se reproduzindo. Eles passaram a viver soltos na fazenda. São considerados os únicos hipopótamos selvagens fora da África.
Além dos hipopótamos, ainda existem outros animais soltos. Uma fêmea e sua cria foram vistas há pouco tempo, em uma cidade a duas horas de carro da fazenda. Quem paga o ingresso que equivale a R$ 22 pode, além de ver os animais, usar a piscina que foi de um primo e principal comparsa de Escobar. "A piscina estava abandonada, mas nós reformamos", conta Martínez.
Em outra parte do parque, chamada de jurássica, há uma réplica em tamanho real de um brontossauro.
Pablo Escobar, filho de um agricultor e de uma professora, ex-ladrão de cemitérios, era visto como um benfeitor nas favelas de Medellín, cidade de 4 milhões de habitantes, segunda maior da Colômbia. Ele erguia casas populares e construía campos de futebol.
Além da fazenda, um dos hobbies do traficante era colecionar carros antigos. A maioria está completamente queimada. Houve uma época de intensa guerra entre quadrilhas, e os inimigos de Escobar mandaram explodir a garagem em Medellín onde ele guardava sua valiosa coleção. Anos depois, os carros foram trazidos para o parque, no mesmo estado para fazer parte do acervo.
Ruínas
A casa principal que Pablo Escobar morou hoje está em ruínas. Os buracos na construção foram feitos depois da morte dele, por pessoas que procuravam dinheiro enterrado e jóias. Fornecedor de 80% da cocaína mundial, Pablo Escobar era implacável com os inimigos.
Na eleição de 1990, Escobar mandou assassinar três candidatos a presidente. Depois, explodiu um avião, para matar o futuro presidente, Cesar Gavíria. Mas Gavíria não embarcou. As 107 pessoas a bordo morreram. Escobar também mandou matar um ministro da Justiça e um procurador-geral. Ele explodiu redações de jornais, pôs abaixo um quarteirão inteiro em Bogotá e foi o principal suspeito de planejar a invasão terrorista da Suprema Corte, em 1985. No atentado, 89 pessoas morreram, 11 delas juízes.
Em 1991, o traficante se entregou, e foi levado para uma prisão de segurança máxima que mais parecia um hotel e que ele mesmo tinha mandado construir. O governo acabou invadindo o presídio, mas Escobar escapou. Viveu mais um ano na clandestinidade, até ser morto. Após sua morte, o estado tomou as propriedades do traficante. O parque fica hoje em terra pública, arrendada por uma empresa particular.
"Em nenhum momento queremos fazer o elogio do crime. Estamos mostrando que, no fim, o estado triunfou perante o terror de Escobar", explica o administrador Martínez.
Do G1, com informações do Fantástico