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sábado, 5 de maio de 2012

Veja o horror de uma circuncisão não recomendada. Adeus fimose, adeus prepúcio

FIMOSE. Normal até certa idade
O pênis é composto de raiz, corpo e glande. Esta última é chamada popularmente de cabeça. A pele que circunda o pênis é solta em volta da cabeça. Nesta parte, livre de aderência ao órgão, é chamada de prepúcio.

Fimose é a impossibilidade de se colocar a cabeça do pênis, em estado flácido ou ereto, para fora do prepúcio. Isso ocorre quando o anel de abertura da pele é pequeno demais, não permitindo que ela se recolha quando puxada para trás.

Os homens nascem com o prepúcio colado à glande. Com o passar do tempo ele se solta naturalmente. Aos três anos de idade, 90% dos meninos já não têm o problema. Ao alcançar os 17, menos de 1% o apresentam.

 

Pênis com fimose. A glande não é exposta.

Polêmicas sobre a Circuncisão
Aos três anos de idade 90% dos meninos já recolhem o prepúcio.
Aos 17, menos de 1% não conseguem.

Tentar forçar a passagem da glande pode ferir o prepúcio e causar fimose secundária.

Causas e prevenção
A fimose pode ser congênita, em pessoas onde a pele simplesmente não se soltou, ou adquirida, em casos de assaduras e cicatrizes, que diminuem a elasticidade do prepúcio. Inflamações (postites) podem decorrer de higienização mal feita do pênis. Cuidar melhor da limpeza evita e resolve problemas.

Pênis com prepúcio recobrindo parcialmente a glande
Forçar a passagem da cabeça pelo prepúcio causa ferimentos que, cicatrizando, deixam a passagem mais estreita. A fimose se agrava, ou surge uma fimose secundária.


Complicações e tratamento
Em casos onde a fimose atrapalha a própria higiene, há sério risco de aparecerem infecções, chamadas de bálano-postites (infecções da glande). Crianças de quatro ou cinco anos que estejam nesta situação podem ter receitado o uso de cremes com corticóides, a fim de facilitar a tração da pele. Não funcionando os cremes, a cirurgia é indicada.

Há situações onde o orifício do prepúcio é tão pequeno que interfere na saída da urina. Forma-se um “balão” no pênis, quando se tenta urinar. A limpeza é bastante difícil, e a cirurgia também pode ser aplicada.
Outra complicação é quando o prepúcio é retraído e não se consegue puxá-lo de volta, de forma a cobrir a cabeça do pênis. Ele passa então a estrangulá-la. Isso é chamado de parafimose, e pode ser resolvido também com cirurgia.


Além da higienização e de outros problemas resolvidos pela cirurgia, há melhora do conforto na relação sexual.

A cirurgia
A postectomia, amplamente conhecida como circuncisão, é o procedimento cirúrgico adequado à fimose.


 É normalmente feita por um urologista, que aplica anestesia local e retira o prepúcio. A glande fica exposta. A cirurgia é simples e não há que se ter medo. Recomenda-se que seja feita entre sete e dez anos de idade. Desta forma, a recuperação é rápida, e a criança sai no mesmo dia do hospital.

Após quatro dias de repouso pode voltar às atividades normalmente, evitando exercícios físicos por três semanas. Em adultos, o sangramento cessa em cinco dias. A orientação é de que não haja masturbação ou atividade sexual durante um mês.


Polêmicas sobre a circuncisão
A circuncisão é rotina em algumas religiões, como muçulmanos e judeus. No judaísmo antigo, a criança era circuncidada no oitavo dia a partir do nascimento. Hoje, questionam-se os argumentos de que ela previne câncer peniano, doenças sexualmente transmissíveis, infecção urinária e bálano-postite.

Os pediatras atuais reconhecem que a operação traz tanto vantagens quanto desvantagens. Entre os 1,5% a 5% de problemas detectados entre pessoas circuncidadas estão: sangramento, infecção, estreitamento do orifício uretral, remoção demasiada ou insuficiente do prepúcio e assimetria prepucial. Também já foram constatadas lesões graves com o eletrocautério.

Há quem considere a palavra “circuncisão” uma forma de amenizar a prática. Preferem chamá-la de “mutilação genital masculina”. Comparam-na à mutilação feminina, proibida em várias partes do mundo e praticada por algumas culturas. Entre vários pontos em comum, destacam que a cirurgia diminui consideravelmente o prazer sexual do homem, já que o prepúcio é comprovadamente zona erógena.


Fonte do texto: www.cambdf.com.br



segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Empregado vai à Justiça e diz que 'pegou' fimose no trabalho


Ajudante-geral vai à Justiça e diz que 'pegou' fimose no trabalho
 

Os trabalhadores entram com processos na Justiça pelos mais variados motivos, como cobrança de adicional de insalubridade, horas extras ou doenças ocupacionais. Mas em Goiânia (GO), a 8ª Vara do Trabalho recebeu uma ação inusitada. Um ajudante-geral foi demitido e não pensou duas vezes: processou a empresa por ter "adquirido" fimose no ambiente de trabalho. Segundo ele, a doença se agravou porque carregava peso diariamente. Além disso, o trabalhador alegou que tem problemas no joelho e também cobrou acúmulo de função.


Em sua sentença, o juiz Platon Teixeira de Azevedo Neto foi incisivo: "é evidente que fimose não tem qualquer relação com o trabalho, jamais podendo ser caracterizada como doença ocupacional". 

O juiz foi mais longe: "como ninguém deve deixar o pênis exposto no trabalho, não pode haver relação entre o citado membro e o labor desempenhado na empresa". 

Para a advogada trabalhista Tatiana Dias, é comum encontrar situações desse tipo no Judiciário, em que o autor pleiteia adicionais indevidos.

- Dificilmente essas ações têm resultado positivo ao final do processo.

Cirurgia resolve

O médico urologista Nelson Gattas explica que fimose é uma pele do pênis que cobre a glande. 

- É impossível alguém contrair fimose no ambiente de trabalho ou em qualquer outro local. Os homens já nascem com ela. 

A fimose causa desconforto nos homens na relação sexual e uma cirurgia retira o excesso de pele do local.

O juiz Azevedo Neto ainda ressaltou que "é impossível alegar que o problema no membro atingido pudesse provocar perda ou redução da capacidade para o trabalho, já que o 'dito cujo' não deve ser usado no ambiente de trabalho". 

O ajudante-geral não respondeu a processo por litigância de má-fé, porque o magistrado foi generoso "embora beire às raias do absurdo a alegação autoral, entendo que condenar o reclamante em litigância de má-fé somente aumentaria ainda mais o seu desespero". 

O trabalhador foi condenado a pagar as custas do processo, de R$ 106,98, e perdeu as outras duas reivindicações. 

Fonte: Diário de São Paulo

Willian Novaes - Diário de SP